terça-feira, 4 de outubro de 2016

NEM TUDO SÃO ROSAS


As pedras da mortificação
Carregados que nem burros, com a trouxa toda atrás para equipar a casa onde vamos viver 15 dias a tratar da saúde na praia da Consolação, já cansados por arrumar tudo no carro, eis-nos chegados ao destino para finalmente descansarmos... É demais! Deve ser a primeira e última vez que vamos aceitar alugar uma casa sem nada, para além dos tachos e dos pratos. Arrumado o ninho, vamos agora desfrutar?
Qual quê? Demos na primeira noite por não termos sequer os quatro canais de TV. Queríamos telefonar e não havia rede, só chamadas de emergência. Para nos ligarmos ao mundo, preparámos o portátil para ligar a Internet através de uma pen (sim, tinha perguntado à NOS se daquela maneira podia viver; “sim, fique descansado, não vai ter problemas…”). Qual quê? Numa espera infinita, ainda abri o Gmail, mas o anexo nunca me abria…
A responsável pelo apartamento tudo fez para resolver o que a ela pertencia. No segundo dia, a TV funcionava, mas o técnico disse-nos logo que na zona de Peniche a NOS estava a servir muito mal os clientes. A MEO ainda ia chegando com alguma frequência…
No dia seguinte, avançámos para a NOS para ver como podíamos ligar-nos ao mundo e aos amigos. Apanhámos um funcionário honesto, que nos explicou que, no verão, com os milhares de turistas que aqui vivem, tudo funciona mal. A NOS prometeu resolver o problema do reforço das antenas até ao Natal. Por isso, não me apresentava nenhuma solução séria. Talvez a MEO pudesse ajudar.
Agradecemos a informação e a MEO, com um router de 40 €, vendeu-nos 15 dias de Internet e 15 Gigas. Bem, umas vezes temos, outras não temos sinal, mas vamos vivendo a meias com estas deficiências. São os imprevistos e as contrariedades de uns turistas em férias.
A praia lá continua bem recheada de gente, à procura de melhoras para as suas mazelas. Mas é bem diferente de Junho. Com estas marés vivas, mal sobra espaço para as pessoas de sentarem ou deitarem. Aquele corredor de cimento, que corre a praia toda, enche-se de utentes e as pessoas aconchegam-se mais umas às outras. No banco corrido onde me sentei hoje, nem um buraco sobrava. E lá vem uma senhora bem gordinha a pedir ajuda, pedinchando um espaço para descansar. Aperta-te, Antonieta, que eu faço o mesmo…
Até parece que o frio aperta, mas não é verdade. Lá em baixo, há calor que baste. Só quando subimos para o parque de estacionamento é que apanhamos um vento frio e cortante de arrepiar.
Assim vamos vivendo, graças a Deus! E se chegaste aqui a ler-me, escreve para o nosso blogue as tuas experiências.

AH
Por esta rampa desce-se e sobe-se. Há dias com mais de 400 pessoas

4 comentários:

  1. Mas a história é mesmo assim! Vêm pessoas de muito longe... Quem diria que eu agora já frequento esta praia, vivendo tantos anos perto dela, nunca lhe dei a devida atenção. Mais uma vez agradeço a bela ideia de irmos à vossa procura e encontrar um sítio maravilhoso que tem de tudo e as toilettes são ao gosto de cada um, como se pode ver na imagem acima!
    Parabéns pela vossa mensagem é bom dar a saber o que é bom...obrigado

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    1. E que belos momentos passámos juntos na Consolação e no Baleal. Um dia vamos repetir.

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  2. Pode ser breve é só decidirmos...ontem encontrei o nosso amigo Dr Aires que acredita que se eu fizer argila no pé isto vai mudar de rumo... e se levar o kit para a consolação, então ainda melhor...com paciência chegam ao 2º andar e pudemos lá passar mais uns dias, afinal o verão continua!

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    1. Ó Luísa, calma! A vida não nos pode atropelar...

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