quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Estamos de férias!




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Até que enfim!


Sempre conseguimos juntar pais e filhos neste nosso remanso algarvio. É a primeira vez…
Vão ser poucos dias, mas dá para voltar aos tempos de meninos, rirmos com as peripécias de então, brincar com a mãe a ver se o riso lhe tira a dor de costas, irmos juntos à praia, visitar algum lugar mais interessante… Sim, as obrigações profissionais e as distâncias não nos dão muitas possibilidades de conviver deste modo…

Hoje, dia 15, também fomos à missa na Igreja Matriz de Portimão, numa homenagem e devoção à Virgem, Nossa Senhora da Assunção, que aqui é representada por uma vistosa Nossa Senhora da Conceição, cuja imagem domina todo o retábulo da capela-mor. Dá gosto olhar para esta imagem e para este conjunto de talha dourada, perdendo-nos ainda a observar aquelas lindas colunas retorcidas, onde predominam símbolos eucarísticos,Férias2.jpg mormente os cachos de uvas bem esculpidos naquele conjunto barroco bem elaborado e bem restaurado, assim como toda a Igreja. Mesmo os altares laterais apresentam belos retábulos e um deles já com a imagem do Santo João Paulo II.
É oração, sim, estar uns instantes com os cristãos de todo o mundo e é também turismo, encher os olhos de coisas belas que consolam os nossos dias diferentes.

António Henriques


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segunda-feira, 13 de agosto de 2018

É mais um filme pouco esclarecedor…

Nada a perder.jpgNuma tentativa de fazer o dia diferente, resolvemos um dia destes ir ao cinema aqui bem perto de casa. A escolha do filme não é fácil, dadas as razões comerciais que assistem à empresa. Para além dos infantis, restam quase só os filmes de espionagem ou de mirabolantes histórias com metralhadoras a funcionar do princípio ao fim, o que os nossos ouvidos rejeitam com muita razão.
Optámos por uma biografia autorizada do bispo Edir Macedo, intitulado “NADA A PERDER”, realização de 2018. O que nos interessava? Havia um desejo íntimo de saber como tudo começou, como foram os primórdios deste poderoso movimento que criou já um potentado económico e tem arrastado multidões em muitos países, apelando a uma fé pessoal e a uma amizade entre pessoas que foge ao discurso frio, pouco ligado à vida real dos crentes, que muitas vezes constatamos nas nossas igrejas.
Logo de início, surpreendemo-nos com a fila de gente a comprar bilhete, ao contrário dos outros dias, que não arrastam tantos para o cinema. Quase todos com um voucher de desconto na mão, comprámos bilhete e lá fomos andando para a sala. O filme tinha começado e na escuridão do ambiente foi difícil acomodar tanta gente nos seus lugares.
A história apresenta uma criança teimosa, com vontade firme de querer singrar na vida, educada assim pela própria mãe, que nele acredita piamente.
Não vimos naquele jovem grande preparação religiosa, fruto do estudo ou de cursos de aprofundamento da fé, coisa que é bem visível noutras formações religiosas, nomeadamente em Lutero.
Um jovem que vive a sua fé criticando as procissões a transportar um Senhor morto, quando Ele está vivo, ressuscitado… Um crente com a sua fé simples, amigo dos pobres a quem chega a dar o seu blusão…  Começa nele a vontade de criar um movimento à sua medida, à semelhança de outras pequenas associações religiosas que ele também frequenta no Brasil, mas onde ele é rejeitado, sobretudo por querer sempre andar à frente, sem preparação…
Com pouca ajuda, lá consegue o primeiro espaço, bem pobre e desajeitado, que com o tempo foi substituído por outros espaços melhores e maiores.
Tem uma relação pouco normal com a família e com a esposa, pois vive demasiado aturdido com as suas coisas, sem ouvir ninguém… E é esta fé pessoal de crescimento contínuo que vai conquistando novos objectivos, arrastando outras pessoas, sofrendo também muito com as opções que toma, especialmente quando se compromete a comprar a falida TV-Record, o que o leva à prisão e a grandes divergências com o governo brasileiro.
O filme muito pouco diz sobre religião, como se pode ver no trailer que apresento no fim. É sobretudo a história de um homem com um querer pessoal muito forte, o que falta a muita gente. Será fé? Ou será antes uma visão pessoal comprometida, a arrastar sempre a pessoa para novos cometimentos? 

O melhor veio no fim. Não é que o próprio Edir Macedo aparece a dirigir-se aos espectadores a incitá-los a viver a sua fé e a servir-se de um “lencinho” para afastar as doenças e o mal? Ora, muitos dos presentes já levavam o tal lencinho e levantavam os braços a invocar as bênçãos do alto. Eu senti-me a passar do cinema para a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), o que me deixou malvisto aos olhos dos outros. Assim pensei eu, pois ninguém me reprovou por não levantar os braços com o lencinho da salvação. Há cada maneira de extorquir dinheiro!…
NOTA: qualquer dia vai aparecer o “NADA A PERDER-2”. Nessa altura é que ficaremos a saber como é que o menino e jovem pobre se transformou no maior pedinte do mundo para viver agora no reino da riqueza incomensurável…
António Henriques


sábado, 12 de maio de 2018

Pedaços de vida...


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O António Escarameia, pároco de Vila Velha de Ródão, enviou-me uma prenda especial, fazendo-me lembrar pelas fotos os tempos que vivi naquela terra, onde concluí a segunda classe e metade da terceira.

Meu caro
Lá estaremos, dia 19, em Portalegre. Estes encontros dos antigos alunos fazem-nos bem, fazem-nos recuar e reviver o nosso passado, ao encontrar-nos com aqueles com quem crescemos e com quem consolidámos a nossa personalidade.
Lá estarei para abraçar, com amizade, os amigos, alguns que não vejo, há dezenas de anos.
Obrigado pelo teu e-mail. No sábado passado, fui dar um pequeno passeio, para desenferrujar as pernas. Aproveitei para registar algumas fotografias que são capazes de te dizerem alguma coisa. Aí vão.
Abraço para ti e família
António Escarameia

Pois, meu amigo, é verdade que estas fotos me dizem muito. Há duas ou três muito significativas. Primeiro, todas as que se referem à CERÂMICA DO AÇAFAL, onde meu pai trabalhava como carpinteiro, construindo as paletes onde se colocavam os tijolos e as telhas a secar uns dias até serem cozidas no alto forno.
O ar de abandono e degradação de todo o complexo fazem-me sofrer também, mas é um reflexo da nossa vida e da natureza, onde «nada se perde e tudo se transforma» (!!!). Aquela pequena casinha isolada não era a vivenda onde passei dias muito alegres e outros muito tristes, com a doença de minha mãe, mas era semelhante à nossa, ali ao lado do bonito solar onde vivia o dono, o Sr. Trigueiros de Aragão, filho dos condes de Idanha-a-Nova, de quem guardo gratas recordações, sobretudo pela consideração que nutria pelo meu pai. 


Curiosamente, quem agora mais gosta do local é uma cegonha, que não deixa o seu ninho, seu tesouro!
Ali, naqueles terrenos onde no tempo crescia uma vinha bem tratada, ganhei eu o meu primeiro dinheiro - 25 tostões por uma semana de trabalho a colher cachos de uva. Se calhar comia mais que guardava.


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Depois, outra foto, a da Escola Velha e degradada da Vila, bem me faz ouvir as recomendações do professor Benjamim, um bom homem que chegava de burro ao seu local de trabalho, e que viu em mim capacidades para estudar, insistindo com o meu pai para eu não deixar a escola e continuar para o ensino liceal. Bonito sermão, mas que corria o risco de não se concretizar pela situação económica da família. 
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Valeu aparecer o Seminário, esse colégio dos pobres que tantos meninos educou, alterando por completo o que seria o seu previsível futuro. O meu era decerto continuar a arte de meu pai, o mestre Aníbal.
É por isso que eu sou um dos alunos agradecidos que irei em romaria até Portalegre para lembrar esses "outros tempos" da construção da nossa personalidade, como diz o Escarameia.
Pronto, já fui ao passado. Obrigado, amigo, pelas fotos e por toda a amizade que o teu gesto significa.
António Henriques 

quarta-feira, 25 de abril de 2018

25 de Abril

Eu também saúdo o 25 de Abril!
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Estava em Portalegre, dormia no Seminário e dava aulas na Escola Técnica. Era quinta-feira, o meu dia de folga (se a memória não me atraiçoa!). Dormia até um pouco mais tarde...
Mas nessa quinta-feira, logo pela manhãzinha, alguém me batia à porta. Era o Dr. Patrão, o meu grande amigo P. José Dias Heitor, a quem tanto devo, especialmente no gosto de usar as tecnologias para misturar a palavra, a música e a imagem...
- António, houve uma revolução em Lisboa! Os militares sairam à rua e estão a tomar conta do poder. Não sabemos se as coisas vão para a frente. Os noticiários ainda dizem pouco...
Levantei-me, num alvoroço incontido, a respirar aquele ar novo da manhã que me anunciava novidade, mudança, transformação das nossas vidas... Eu, que então estava já decidido a alterar o meu modo de viver custasse o que custasse... Bem sabia o que me ia esperar. Pelo menos, eram grandes as ameaças de alguns deputados do tempo. Lembro-me de um célebre Dr. Casal Ribeiro, de Castelo de Vide, a ameaçar todos os padres que abandonassem o seu múnus que iriam malhar com as costas na guerra de África... Questão também aflorada pelo meu bispo a provocar-me reflexão... 
Mas eu queria mesmo mudar de vida. Ao Sr. Bispo dizia que Deus é meu Pai e que mecravos.jpg vai compreender e apoiar sempre. Quanto aos deputados, resignadamente esperava o meu futuro incerto, que não era essa ameaça que me desviava dos meus sonhos. Para já, passava de efectivo a provisório, como dizia outro grande amigo - o Dr. António Marcelino, quando eu lhe dizia que talvez pudesse encontrar um lugarzinho de professor provisório.
Naquele dia, sem tarefas a cumprir, foi o tempo passado com o ouvido na rádio e, a pouco e pouco, também com um olho na televisão e nos ajuntamentos que fazíamos em conversas sem fim...
Sucederam-se as novidades, com mais notícias boas que más. Logo no 1.º de Maio, lá estava eu na manifestação pelos jardins do Tarro até ao grande plátano que domina o Rossio da cidade.
Do resto não me lembro...
António Henriques

sábado, 31 de março de 2018

Uma sexta-feira santa diferente


É costume eu participar na celebração da Morte do Senhor às quinze horas. Para mim, sempre foi um momento significativo, tão forte que nunca fui capaz de viver aquela hora sem parar na igreja ou em qualquer outro lugar onde estivesse.
Este ano não foi possível estar na igreja. A convite de uns amigos que vieram de longe, não quis furtar-me a um almoço com eles, o único possível encontro com quem veio de muito longe e queria celebrar a nossa amizade. As decisões têm sempre outras alternativas e temos de conversar com a nossa consciência para com ela discutir sobre qual o melhor caminho. Para mim, foi este…
Assim, um pouco pressionado por esta ausência de paragem à “hora tertia”, comprometi-me a ir à noite à Via-Sacra na Igreja Scalabrini, preparada e levada a cabo pelos jovens da paróquia, cerimónia em que não costumo participar.  
Sinceramente, valeu a pena, não obstante as duas horas que o acto demorou. Logo à entrada da porta, velas acesas e toda a igreja em semi-obscuridade convidavam ao silêncio e ao recolhimento, a que os fiéis aderiram com normalidade. E toda a cerimónia se viveu neste ambiente em que a luz focava, em cores diferentes, os motivos ou os figurantes de cada cena.
No espaço do altar, erguiam-se velas acesas, em grupos de sete, assim como na parede se destacavam a estrela de David e o candelabro judaico de sete velas também, número simbólico a indicar a realização completa da obra da salvação, juntando Antigo e Novo Testamento num único momento de sacrifício salvador da humanidade.
As 14 estações da Via Sacra eram momentos de reflexão, unindo a palavra do Evangelho, pequenos comentários e a representação cénica de cada um dos passos da Paixão e Morte de Jesus. Estes jovens levaram a sério o seu trabalho, numa linguagem adequada a cada momento, com gestos e movimentações suaves, entrecortadas por cenas ásperas como o encontro no Getsémani, as três negações de Pedro e as imprecações da plebe a gritar “Crucifica-o”.
O órgão unia cada momento numa toada surda e o coro de crianças elevava a alma numa oração cantada a Deus Pai, ao Filho ou a sua Mãe.  14 estações, 14 Padre-Nossos e 14 jaculatórias “Nós vos louvamos e adoramos, Jesus Cristo / Que pela vossa santa cruz remistes o mundo”.

Pormenores a reter

1 – As criadas exasperaram Pedro, que negava conhecer Jesus. Para mentir, até temos de levantar a voz, embora sem sucesso, pois o galo não se esqueceu de cantar. A mentira dói, e os amigos não merecem tal desatino…
2 – Aquele Pilatos vivia cheio de força e ao mesmo tempo titubeante a andar por ali sem saber bem o que fazer. Também lava as mãos e pergunta o que é a verdade, mas o poder tolda as consciências e as respostas tornam-se desumanas.
3 – Simão de Cirene, um estrangeiro, é obrigado a carregar a cruz que Jesus não suportava. Os estrangeiros são muitas vezes tratados assim, infelizmente… Até a cananeia, para ser atendida por Jesus, teve de dizer que «os cachorrinhos comem as migalhas da mesa do seu senhor»… E quantas cruzes inesperadas nos surgem pela frente a cada dia? Aceitar a vida com as sombras negativas é também atitude cristã. Fê-lo Jesus, que não desejava tal fim humano…
4 – O Jesus humilde, sereno, que poucas vezes levanta a voz, cabia bem na figura daquele jovem. Com tanto frio que fazia, até foi crucificado. E as três pancadas do martelo na cruz também me bateram no peito ou na consciência… Muito enternecedora e trágica foi a cena de Maria a receber em seu colo o filho morto. Dá que pensar.
5 – Termino, para não me alongar demais, com os parabéns a todos os que prepararam este momento de teatro religioso, que nos ajudou a reflectir e a rezar, sem esquecer os que ficaram por detrás e ajudaram os jovens a preparar as cenas.
E volto a elogiar todo o ambiente de recolhimento, provocado por luzes, sons e imagens que nos fizeram concentrar no principal. Já S. Inácio de Loiola dizia que para rezar era importante «fazer a composição do lugar».

António Henriques


segunda-feira, 26 de março de 2018

Escapada alentejana



Por vezes, é preciso celebrar a vida de um modo diferente, quando a história pessoal o aconselha. E que rico fim-de-semana vivemos, a partir de 22 de Março. Quisemos mergulhar no Alentejo, sentir o seu pulsar e conviver com as suas virtualidades. Primeira paragem no Redondo. Vila em franca actividade, com muralhas e torre de menagem, com olaria, culturas da vinha e do azeite. Pessoas a saber receber-nos…
Passeámos pelas ruas em busca do desconhecido. Sem horas marcadas, conversa fácil. Visitámos Igreja, Museu do Barro, a Porta da Ravessa. Almoço com migas de espargos e “lagartos” grelhados (as tiras menos gordurosas dos bifinhos de porco!). Corremos duas ou três olarias… Que bom…
Seguimos para Reguengos de Monsaraz, rodeada de preciosidades turísticas. Reguengos é terra de vinho, em franco desenvolvimento, onde até espanta ver, nos dias que correm, uma urbanização nova em construção. Em redor, além de Monsaraz, onde o xisto e a cal branca reinam, vemos as águas do Alqueva, que pintam de azul os verdes da paisagem. Olhar o horizonte sem pressa, que felicidade… E aquela açorda de cação no Beiral de Mourão? Fica na memória… Ainda pusemos os pés em Espanha, mas, sem um restaurante e com gasolineira fechada, voltámos a correr… 
Depois, avançámos para sul, visitando Vidigueira e Cuba, onde nunca tinha estado. Gostámos! A limpeza, a organização harmoniosa do espaço dizem-nos que não são terras abandonadas. Surpresas? A torre do Relógio sobressai na Vidigueira e, em Cuba, demos com o local onde se lembra que ali nasceu Cristóvão Colombo. E comemos feijoada com tengarrinhas, palavra que tantas vezes lembrei na apresentação dos livros da Maria Vitória Afonso e agora me apareceram pela frente. Saborosas! Em Beja, na praça, conseguimos comprar um molho, para em casa repetir a receita… Assim se matam saudades…
Gostámos deste passeio. As fotos ajudam a ver mais que as palavras. Obrigado por me lerem. 

António Henriques









quarta-feira, 21 de março de 2018

Outra visão de José Régio

A visita a um museu, mesmo repetida, traz sempre alguma surpresa. Aconteceu-me também na última visita que fizemos à Casa-Museu José Régio em Portalegre.
Ainda agora me espanto com o pedaço de tronco espalmado, coberto por um simples cobertor, que servia de assento ao professor e autor José Régio durante as muitas horas diárias em que ele trabalhava a preparar as aulas e a produzir obra literária. Infelizmente não tenho foto. Era desta forma, sem um encosto sequer, que ele combatia o sono...
Além disso, também me chamou a atenção especial um grande quadro a cores pintado pelo artista. Pergunto à guia, que me diz que aquele quadro era uma transposição para pintura do crucifixo que estava em frente, feita pelo próprio artista, que cultivava um sentimento de união ao Cristo sofredor.  José Régio1.jpg
Esta faceta era-me desconhecida. Nas investigações que fiz posteriormente, descobri que os quatro irmãos Reis Pereira - José, Júlio, João Maria e Apolinário - se irmanavam também no gosto e cultivo do desenho e da pintura e os três primeiros ficaram igualmente conhecidos pela sua produção poética. É o próprio José Régio que fala desta comunhão fraternal pelas artes no seu livro "Confissão de um Homem Religioso".
O quadro a cores que vos apresento não será uma preciosidade artística, mas é já um exemplo de expressionismo modernista, com uma livre ondulação de linhas e onde as figuras permanecem numa obnubilação misteriosa, sobretudo aquela trágica cabeça de Cristo que o artista deixa apenas com alguns traços. Mais visível está o outro cristo, ao fundo do quadro.
Trago taJosé Régio 5.jpgmbém para aqui o crucifixo em que Régio se inspirou para produzir esta obra plástica, que no canto inferior direito se diz que é um estudo para tapeçaria, se é que eu leio bem. Será uma proposta para as Tapeçarias de Guy Fino, as célebres tapeçarias de Portalegre, com quem Régio privava com assiduidade? Eu ainda conheci o Dr. João Tavares, um dos artistas que mais cartões pintou para serem reproduzidos em tapetes e que era um dos poucos amigos de Régio, daquele círculo fechado que se reunia na mesa do canto no Café Alentejano.
Já agora, para rechear mais este post, ainda digo que este jeito para as artes plásticas levou o nosso artista a ilustrar ele próprio os seus livros. São desenhos que estão de acordo com este quadro e reflectem também o sentido trágico e misterioso da vida. As ilustrações que descobri são, penso eu, do seu livro "Poemas de Deus e do Diabo".

António Henriques








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