segunda-feira, 17 de outubro de 2016

FADO, NÃO!



3 – Opção consciente

Uma das constatações frequentes com que lidamos é ver pessoas a dizer que “sempre foram assim e nada as faz mudar”, ou, como se dizia na minha terra em resposta ao pedido do pároco para não apagarem as velas encostando-as à parede da igreja, para esta não ficar suja: «já o meu pai aqui esmurrou, também eu hei-de esmurrar»!
Este assumir comportamentos imutáveis é um erro enorme. E o primeiro a sofrer as consequências é aquele que tal pratica. Podia ter muito melhores relações com os outros, podia ser muito mais feliz, podia ser mais bem aceite nos grupos sociais e não muda!
Aqui está uma situação que merece ser esmiuçada e, para isso, vamos recorrer à experiência. Acontece a todos aquela mudança de humor que nos faz mais ou menos simpáticos. Porque será? A mudança de humor é, a meu ver, uma aquisição nata, uma atitude pessoal que varia de acordo com o tempo, as pessoas, os acontecimentos… Ora, eu pergunto: não somos sequer capazes de fazer um esforço, dominando o mau humor, para mudar o ambiente e tornarmo-nos mais sociáveis? Ganhamos com isso ou não? Se fazes um esforço, mudas! Se mudas, não és dominado pelo destino…
Entre os cultores do pensamento positivo, ouvimos continuamente afirmações indiscutíveis, que, se lhes prestarmos atenção, têm a capacidade de alterar radicalmente o nosso estilo de vida. E uma das palavras com que nós temos de lidar mais é a CONSCIÊNCIA.
A CONSCIÊNCIA vai dizer-nos se escolhemos este ou aquele caminho. Ninguém se sente tão oprimido que todo o dia faça só o que lhe é ordenado. É verdade que os nossos empregos por vezes nos tolhem a liberdade e também é a CONSCIÊNCIA que nos diz para “aguentarmos” em função de um bem maior. Mas ninguém nos corta cerce a liberdade!
Continuamos a ter a liberdade de fazer zapping na TV, de estar sentado ou em pé, de relaxar ou de preparar novos cursos e adquirir outros conhecimentos. Podemos escolher as amizades, os passeios a dar, os filmes a ver, ou ficar num “dolce far niente” bem apetitoso…
Para os aposentados, esta liberdade ganha foros de opção permanente, o que às vezes também aborrece. Ter de decidir a cada momento o que vou fazer também é sacrifício. Resta a opção mais frequente: não faço nada!!! O pior é que isso “não agrada nem ao menino jesus”…
E sabem uma coisa? Escolher o sim ou o não dá o mesmo trabalho. Os resultados é que depois são diferentes. Olhar para o negativo de uma pessoa dá tanto trabalho como olhar para o positivo. O resultado é que varia…
Decidir ocupar bem o tempo custa tanto como decidir ficar na cama. O moral da pessoa é que varia…
E a conversa vai continuar num próximo dia.
Deixo aqui uma mesma foto, a cores e a preto e branco. O objecto é o mesmo. Só as lentes mudaram. 

 Conclusão: cuidado com as lentes que usamos!

2 comentários:

  1. Ora aí está. Somos o resultado das nossas escolhas. O destino, o destino, o destino; então para que serve o livre arbítrio? Muito bom, fico à espera de mais.

    Obrigada

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  2. Estou completamente de acordo.
    Depois da morte e da saúde que só a Deus pertencem, a vida é aquilo que fazemos dela e a sorte ou azar, também dão muito trabaho.
    Trabalhemos então para a sorte.

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